"Escorre a frente do sol a chuva, uma chuva de sonhos não vividos. Amortece a todos, a chuva ganha mais águas, são das lagrimas. Paralisados alguns dançam, outros fazem do chão o único estar. Cegos ficam olhos de tantos desejos a espera do impossível. A chuva cai, silencioso é o peso do ar, toca cada corpo rígido, esvaído do lirismo mais doce em não ser. Ouve-se cantos, ouve-se o som dos poros, gritos encantados. Os corpos cantam, delírios são ouvidos como melodias íntimas. Deitado, a água escorre por dentro do meu corpo. Respiro."

linda foto e belo texto Yan =)
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