Refere-se ao desejo como súbito, não retrai, diverge das figuras que vem de encontro com a sua pele, o sangue escorre como sinônimo de sentir se corpo em contato com o ar, alguma possível existência segmentada por cada pergunta a si. O instante guarda a insegurança em estar, melhor, pensar que está vivo, se confunde com suas sombras que revelam não só um, mas muitos que estão dentro de si, da mais bem-vinda razão, a desilusão de quando tentamos voar e caímos, quebramos alguma parte do corpo e reconhecemos que o mais do humano está nos excrementos, no cheiro escondido quando nos disfarçamos como proprietário de si, de algum objeto que nos gruda no mundo, faz sentir um pertencimento descoberto pela ironia da solidão.
Respeitável Vegetal por Joyce Marques
14 horas atrás

De lugar algum é nosso corpo, a alma habita esse recipiente sem chão.
ResponderExcluira solidão compartilhada.
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